Cérebro e crianças

O cérebro de uma criança é como uma casa em construção.

Quando nascemos a parte do cérebro, o “Cérebro reptiliano” que está “pronta para uso” é a parte mais primitiva, a que é fundamental para nos manter vivos, para sobreviver. É a parte mais instintiva, que nos faz respirar, digerir, dormir, acordar e desencadeia uma reação no nosso sistema nervoso quando detecta um alerta, é a que faz gritar um bebé deixado sozinho ou quando é retirado o seu brinquedo favorito a uma criança.

A outra parte do cérebro, o “Córtex pré-frontal”, a parte que consegue observar, analisar, planear, identificar e regular as emoções, empatizar, adaptar-se, só fica completamente desenvolvida aos 25 anos!

Saber isso foi para mim uma enorme ajuda na minha atitude frente ao comportamento as vezes muito desafiante das minhas filhas! Percebi que o comportamento delas é o melhor que elas sabem fazer e até que muitas vezes é um espelho do que está em mim, consciente ou inconsciente que seja…

Não podemos pretender que uma criança aja, entenda o seu comportamento emocional quando na realidade ainda não está equipada para isso!!!

Isso depende de mim. Enquanto adulto, tenho que assumir a responsabilidade de me saber autorregular, de lhe fazer de espelho, de lhe “dar a mão” nessa construção. De o ajudar a regular as emoções para que depois ele saiba autorregular-se.

O primeiro passo para que essa construção possa ser forte, saudável e segura é estabelecer o VÍNCULO. É através disso que o sistema nervoso se desenvolve. Se a criança se sentir vista e amada, o seu sistema de alerta vai baixar e vai estar aberta e disponível para aprender, para se desenvolver.

A boa notícia é que mesmo não tendo recebido essa regulação na nossa infância de forma saudável, podemos remodelar os nossos padrões de resposta através de um vínculo saudável durante a vida toda, enquanto estamos vivos!

Nunca é tarde para termos uma infância feliz!

É fundamental, enquanto adulto, ganhar consciência dos padrões do sistema nervoso, saber reconhecer as emoções que me habitam, identificar e respeitar as minhas necessidades profundas – Se leram até aqui, já entenderam que não vale dizer “Preciso que o meu filho se porte bem” !!!!!

A minha proposta para aprofundar esse conhecimento e tornamo-nos mais capazes e empoderados é o Curso #SomosTodsFilhos!

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