Dia da Criança

Despertem a criança que há em vocês e surpreendam-se com ela!!!
Hoje é o dia da criança… qual a melhor maneira de celebrarmos tornando-nos crianças também? Deixando que a nossa essência, a nossa intuição, o nosso instinto, as nossas emoções e o prazer pela vida possam reinar!!! 👑 
O meu desafio vai ser dedicar pelo menos um momento do dia a cultivar a leveza e a alegria de ser criança, sem pensar demasiado, fazer algo que me dê PRAZER! Convido-vos a fazer o mesmo! 

Fiquem curiosos e atentos, pois as vezes somos tão condicionados que nem conseguimos imaginar o que realmente nos faz sentir bem! A vergonha, o medo do que os outros possam pensar podem bloquear os nossos maiores desejos…

Vestir uma capa esvoaçante? Tomar banho vestidos? Cantar em voz alta na rua? Salterellar em vez de andar? Comer algo que não se permitem há muito tempo? Dançar uma música bem pimba? Gritar de alegria? Jantar só “porcarias”? Usar o vestido que está guardado para uma ocasião especial há séculos? 

O que farias hoje se tivesses 3, 5, 7 anos???
Se vos falta imaginação e tiverem filhos ou uma criança por perto (sobretudo no primeiro setênio), deixem-se inspirar, contagiar, influenciar pelo entusiasmo dela!!! Ela vai adorar ser vossa coach inspiracional! 

Dia internacional de combate à homofobia

Liberdade de amar.


Na semana passada, numa conversa com a minha filha:
“Mãe tu gostas do João?” Eu tentei esclarecer em que sentido ela me estava a fazer tal pergunta porque o João é muito meu amigo e é claro que sinto amor e carinho por ele. “Como namorado” “Não Mia, como namorado não, além do facto que o João gosta de ter namorados homens” Ao que ela me respondeu com total naturalidade e espontaneidade: “Ah…eu pensava que se gostasse de PESSOAS e não de homens OU de mulheres…

UAU. 

Eu também “penso” assim, mas a questão é mesmo essa: Penso. Ela tem isso dentro dela, tem esse saber intrínseco, esse saber de alma. 
Não é por ser a minha filha. 

Acredito mesmo que seja porque as nossas almas sabem, nós somos muito mais que géneros, cores, idade, cor de cabelo, fisionomia, altura, aparência…
Essas caixinhas estão na nossa mente, que foi e é condicionada com crenças, dogmas, certo e errado, opiniões que passam a ser verdades absolutas, julgamentos condicionantes…

Nos até podemos “pensar” de forma inclusiva e aberta, mas até quando isso for apenas um pensamento racional, cognitivo, traduzido em palavras bonitas, nada vai mudar. 

Tem que vir de dentro. Temos que ir ao coração, a alma. Temos que ultrapassar a nossa primeira barreira : sair da mente e agir a partir de algo superior, que ultrapassa todos os nossos medos, mas que habita em nós. O divino que há em cada ser. 
A partir daí podemos amar, namorar, desejar e estar ao lado de qualquer pessoa, sem definição, em liberdade.

Somos Todos Génios

Somos todos diferentes, únicos.

Nascemos diferentes.

Temos propósitos unicos.

Temos aprendizagens diferentes a fazer na vida.

Somos todos génios.

A definição generalizada de génio tem dado origem à crença comum que o génio é alguém raro, com capacidades extraordinárias ligadas ao intelecto. Quem sabe fazer contas matemáticas de cabeça, quem escreve musicas em idades precoces. Ao contrario disso, a genialidade está presente em cada ser humano pelo simples facto de ter nascido! Cada célula do nosso ADN demonstra isso! É como uma semente que está intrínseca em nos. Cada um de nos traz a sua própria semente que precisa de ser reconhecida, vista, acolhida, nutrida e cuidada conforme as suas próprias características.

Como se sentem a reconhecer essa genialidade dentro de vocês?

Alguns terão dificuldade em acreditar, em sentir, em caber em tal definição… 

Talvez possa surgir o pensamento que estamos aqui para trabalhar e, ligado a isso a crença que o trabalho exige esforço, sofrimento e compromisso, antes de ter eventualmente direito ao prazer….

É aqui que as vezes o compromisso com a sociedade, com a vida em geral, ganha passos largos, não fazendo-nos notar o que estamos a fazer e de repente não nos apercebemos quão longe estamos de nos próprios, da nossa essência, dos nossos sonhos, do que nos apaixona. Não acreditamos no nosso poder, na nossa individualidade e singularidade. Não acreditamos no incrível potencial da semente que habita em nos. Tornamo-nos protagonistas de vidas medíocres, pouco inspiradoras, vibramos numa baixa frequência, na queixa e descontentamento. Mesmo aqueles que conseguem ver uma saída, uma solução para a própria insatisfação raramente têm a coragem de realizar realmente os seus sonhos devido a um medo profundo de que falte a capacidade e o poder para completar a longa viagem em direcção a esses sonhos, as próprias paixões, ao nosso Ser.

Mas onde começa essa falta de fê, de confiança em nos próprios?

Na nossa infância, na nossa adolescência. 

A nossa alma não duvida, nem por instante da nossa grandeza, mas a segunda de como nos é permitido viver a nossa infância, algo dentro de nos deixa de confiar, em prole da conexão, do vinculo e reconhecimento que tanto precisamos com os nossos pais, cuidadores.

Muitos de nos até podem ter acreditado durante essas fases de vida, aspirando à grandeza, mas a maioria desiste dos próprios sonhos e de si próprio ao chegar a idade adulta.

Também podemos herdar essa falta de empoderamento e reconhecimento dos nossos pais, que por sua vez desistiram dos deles, levando assim avante um padrão de desonrar a nossa unicidade, genialidade e dereito a uma vida satisfatória e apaixonada.

A maioria das crianças pequenas sonham ser estrelas de cinema, futebolistas ou cantores famosos. E a maioria dos adultos vê estes sonhos como fases passageiras na vida de um jovem, dando-lhe pouca importância e até gozando ou diminuindo-as frente a terceiros. Na verdade, estas crianças estão inconscientemente a projetar o seu próprio impulso único, genial, para se destacarem numa área da vida. Este tipo de aspiração sonhadora precoce, se for mantida, aproveitada e orientada, acabará por conduzir as crianças na direcção da sua máxima capacidade, de algo em que se vão tornar mestres!

Lamentavelmente, muitas vezes os sonhos da maioria das crianças são anulados, corrompidos nas próprias casas, ou nos sistemas educativos escolares na monotonia interminável dos currículos estabelecidos, onde se anula a individualidade e grandiosidade de cada Ser.

É na escola que a maioria das crianças aprende a associar o trabalho ao tédio, esforço e fadiga. O problema com generalidade dos sistemas escolares é que tendem a homogeneizar as crianças, tratando-as como um corpo colectivo que precisa de ser educado, em vez de tratar cada indivíduo de forma diferente. Muitas crianças simplesmente não se adequam de todo às escolas e são rotuladas com definições que as vai acompanhar e condicionar durante a vida toda. 

Além disso, se os pais não acreditarem em si próprios, então será muito difícil para eles inspirarem e suportarem criativamente os seus filhos. 

O prazer e o entusiasmo são o combustível do motor que nos leva a brilhar, resplandecer, a distinguirmo-nos. Todas as crianças nascem com o proprio génio, e se lhes for permitido desenvolverem-se na direcção certa, esse génio surgirá inevitavelmente e o trabalho que fazem inspirará outros a fazer o mesmo. O próprio génio é altamente contagioso, tal como o compromisso. Porque o génio é tão contagioso e fortalecedor, ao vivermos a nossa unicidade, podemos verdadeiramente mudar a frequência colectiva de toda a humanidade, influenciar quem está a nossa volta,  empoderarmo-nos e respeitarmo-nos uns aos outros, cada um na sua incomparável expressão.

Mesmo que façamos algo de que não gostamos, mas que é um trampolim para os nossos sonhos, então isso irá transformar a forma como o fazemos, o animo com o qual o fazemos, pois traz com ele a energia de um propósito maior. No entanto, se fizermos algo de que não gostamos porque a sociedade ou a forma como fomos educados de alguma forma nos pressionou ou condicionou a fazê-lo, então iremos ao encontro de num declínio sombrio.

Esse tipo de compromisso pode facilmente tornar-se um hábito, algo em fiquemos presos uma vida inteira e no fim acabará por esgotar a nossa força vital, a nossa luz, e afastar-nos cada vez mais de nos próprios e do nosso verdadeiro potencial. 

É preciso manter vivo o nosso entusiasmo, a nossa paixão, o caminho da nossa alma vendo tudo o que fazemos como parte da nossa direcção e aprendizagem na vida. 

A centelha do génio está presente à nascença, e se reconhecida e respeitada a criança pode ter uma infância individualmente adaptada e cuidada para estimular e nutrir a chama desse génio em particular!

Eu sou única.

Eu nasci diferente.

Eu tenho um propósito único.

Eu tenho aprendizagens únicas a fazer na vida.

Eu sou um génios.

Que tal acolhermo-nos com essas afirmações em cada novo instante?