A saída da escola ou É uma questão de intenções…

O momento da saída da escola pode ser um tempo de muita conexão ou de profunda frustração para os pais… muito depende de como nós vamos ao encontro dos nossos filhos.

Os pais normalmente se queixam que os filhos não partilham, não falam, não contam o que se passou no tempo em que tivemos afastados (isso pode ser no dia de escola ou pode ser quando ficam com os avós, ou com o outro progenitor em caso de país separados…)

A minha pergunta é: qual é a intenção pela qual quero saber? A verdadeira intenção. 

É a de procurar conexão com a criança, de estar verdadeiramente interessados no que ela sente, a de saber se ela está feliz ou não…

Ou de satisfazer o nosso medo? 

Ou a de querer controlar? 

Qual será o efeito que isso desencadeia neles?

“O que fizeste hoje na escola?”

“O que fizeste, onde foste no fim-de-semana com o pai, com quem estivaram?”

Como se sentiriam se alguém vos fizesse perguntas dessa forma? 

“O que fizeste hoje no trabalho?” 

“Com quem estiveste?”🤔

Se realmente estivermos interessados em saber como está a criança, talvez pudéssemos formular a pergunta de outra forma… 

“Como te sentes?”

“Como te sentiste hoje na escola?”

“O teu dia foi divertido?”

“Qual foi o momento mais fixe do teu dia e qual o menos agradável?”

Com verdadeiro interesse, curiosidade, amor : quero mesmo saber de ti, interessa-me saber se estás bem!

E mais uma vez, a importância do nosso exemplo: podemos ser nós a falar de como nos sentimos no nosso dia, o que nos agradou e o que nos entristeceu, ou chateou, ou assustou! 

As crianças vivem o presente, não fazem relatórios! Quando estão a brincar, a ouvir música, a relacionar-se uns com os outros, estão inteiramente e totalmente lá.

E quando passou, passou. 

Garanto-vos que entendo muito bem aquela ansiedade de querer saber se estiveram bem, se foram bem cuidados (segundo a nossa perspectiva, claro 😉)…

Ao mesmo tempo acredito que se realmente queremos que eles sintam o nosso amor, o nosso genuíno interesse é conectando-nos a eles que o conseguimos. Ligando-nos ao que sentem e não a uma lista de acontecimentos!

Quando vou buscar as minhas filhas a escola, procuro ter um tempo só com elas. Sem agenda. Sem telefones. (E sem culpa se não é possível!)

As vezes dando um passeio na natureza, onde há o tão precioso espaço e tempo certo para nos conectarmos, para criar e nutrir o vinculo, para sermos. Apenas isso. E esse tempo, surpreende-me sempre. Saio sempre mais rica, a nutrir e ser nutrida, a partilhar-me e a acolher partilhas incríveis. Sinto-me a contemplar a beleza das minhas filhas, a unicidade de cada uma…é um momento de grande regeneração, de crescimento da nossa relação.

Cuidado com as expectativas! Cuidado com a agenda…se fizerem isso com o objectivo (bem diferente da intenção!) de “sacar” informação, o resultado vai ser bem diferente, pode ser frustração, pouco satisfatório e lá vai a oportunidade de transmitir ao vosso filho a preciosa mensagem de “Amor incondicional”, de um “Vinculo seguro” e de desfrutarem verdadeiramente de um tempo juntos!!

Isso tanto é valido com os nossos filhos, como com qualquer outra relação que queiramos nutrir, com base em verdadeiro e genuíno amor, autenticidade, integridade, respeito, responsabilidade 😉

What They Taught You // O Que Te Ensinaram // Quello Che Ti Hanno Insegnato

WHAT THEY TAUGHT YOU

They taught you that you were small.

They told to you that you were incomplete, limited.

That there was something missing. Some deficiency. Something wrong with you.

(They believed in “right” and “wrong.”)

That you were “less than.” And others were “more than.”

They sold you a lie.

They fed you a nightmare.

That love was conditional. That you had to work for it.

Earn it. Be “good enough” for it.

That the source of your self-worth was outside of you.

And was outside of your control.

And was dependent upon doing better. Being faster. Smarter. Louder. Quieter. Being       taller, prettier, more accomplished. Achieving better grades. Climbing high. Descending when told. Having more. Money. Certificates. Titles. Praise. Applause. Building a better image. Constructing a better you. A better version. An upgrade.

It was all a lie.

You were lovable exactly as you are. In your original form.

From the beginning, you were whole. And complete. And worthy. Worthy of love.

Worthy of good quality attention.

Worthy of empathy.

Worthy of safety.

Worthy of dignity, respect.

Your feelings mattered, even the uncomfortable ones. Your body was beautiful, even with its imperfections. You voice was sacred, even when they didn’t agree.

Tour success mattered, and your failures were  also pure.

Your in-breath mattered. Your out-breath, too.

They taught you that you were small.

They told you that you were incomplete, limited.

That there was something missing. Some deficiency.

Something “wrong” with you.

That you were “less than.” And others “more than.”

They were mistaken, always.

Yet forgive them, Father; they knew not what they were doing.

For they were taught the same.

                                                                                                           Jeff Foster

O QUE TE ENSINARAM

Ensinaram-te que eras muito pequeno.

Disseram-te que eras incompleto, limitado.

Que faltava qualquer coisa. Alguma deficiência. Algo de errado contigo.

(Eles acreditavam em “certo” e “errado”).

Que tu eras “menos que”. E que outros eram “mais que”.

Eles venderam-te uma mentira.

Eles alimentaram-te de um pesadelo.

Que o amor era condicional. Que tinhas de trabalhar para ele.

Ganha-lo. Ser “suficientemente bom” para isso.

Que a fonte do teu amor-próprio estava fora de ti.

E que estava fora do teu controlo.

E que estava dependente do facto de fazer melhor. De ser mais rápido. Mais esperto. Mais alto. Mais sossegado. Ser mais alto, mais bonito, mais bem sucedido. Atingir melhores notas. Subir alto. Descendo quando te dizem. Ter mais. Dinheiro. Certificados. Títulos. Elogios. Aplausos. Construir uma imagem melhor. Construir uma pessoa melhor. Uma versão melhor de ti. Uma actualização.

Era tudo uma mentira.

Eras amável exactamente como és. Na tua forma original.

Desde o início, eras inteiro. E completo. E digno. Digno de amor.

Digno de uma atenção de boa qualidade.

Digno de empatia.

Digno de segurança.

Digno de dignidade, de respeito.

Os teus sentimentos eram importantes, mesmo os desconfortáveis. O teu corpo era belo, mesmo com as suas imperfeições. A tua voz era sagrada, mesmo quando eles não estavam de acordo.

O teu sucesso era importante, e os teus fracassos também eram puros.

O teu inspirar era importante. O teu expirar também.

Ensinaram-te que eras pequeno.

Disseram-te que eras incompleto, limitado.

Que faltava qualquer coisa. Alguma deficiência.

Alguma coisa “errada” contigo.

Que tu eras “menos do que”. E outros “mais do que”.

Estavam enganados, sempre.

No entanto, perdoa-lhes, Pai; eles não sabiam o que estavam a fazer.

Porque lhes foi ensinado o mesmo.

                                                                                                            Jeff Foster

Quantas pessoas vêm ter comigo nas sessões, nos cursos, que se revêem​ neste poema​, nessa dor, nessa ferida…

Pessoas que estão a procura delas mesmas, de se descobrirem, de se tornar conscientes do próprio processo, das consequências da forma como foram educados, dos próprios desafios, dos próprios triggers e querem responsabilizar-se para que a própria essência possa sair, possa surgir, possa brilhar. Pessoas que decidem vulnerabilizar-se. Pessoas corajosas.  

Agradeço-vos profundamente. Estão a tornar o mundo um sítio mais humano. Estão a contribuir para que as feridas se tornem ensinamentos. 

Compaixão. Compaixão para nós próprios. Compaixão para quem ainda  não está nesse caminho.

Eu já chorei a ler essas palavras, chorei muito, chorei e abracei-me, sem dar culpa a ninguém. Todos fazemos o melhor frente ao que sabemos no momento. Os nossos pais fizeram o melhor. Nós estamos a fazer o melhor. As crianças estão a fazer o melhor. Os adolescentes estão a fazer o melhor. Continuemos. Continuemos a olhar para dentro e abrir portas e janelas para que a nossa criança possa sair e ter finalmente uma infância feliz!

QUELLO CHE TI HANNO INSEGNATO

Ti hanno insegnato che eri troppo piccolo.

Ti hanno detto che eri incompleto, limitato.

Che mancava qualcosa. Qualche difetto. Che c’era qualcosa che non andava in te.

(Credevano nel “giusto” e nello “sbagliato”.)

Che eri “meno di”. E altri erano “più di”.

Ti hanno venduto una bugia.

Hanno alimentato in te un incubo.

Che l’amore era condizionato. Che dovevi lavorare per ottenerlo.

Guadagnartelo. Essere “abbastanza bravo” per averlo.

Che la fonte della tua autostima era fuori di te.

Ed era fuori dal tuo controllo.

E che dipendeva dal fare meglio. Essere più veloce. Più intelligente. Più forte. Più tranquillo. Essere più alto, più bello, più realizzato. Ottenere voti migliori. Arrampicarsi in alto. Scendere quando ti veniva detto. Avere di più. Soldi. Certificati. Titoli. Lodi. Applausi. Costruire un’immagine migliore. Costruire un te migliore. Una versione migliore. Un aggiornamento.

Era tutta una bugia.

Eri adorabile esattamente come sei. Nella tua forma originale.

Fin dall’inizio, eri integro. E completo. E degno. Degno d’amore.

Degno di attenzione di prima qualità.

Degno di empatia.

Degna di sicurezza.

Degno di dignità, di rispetto.

I tuoi sentimenti erano importanti, anche quelli scomodi. Il tuo corpo era bello, anche con le sue imperfezioni. La tua voce era sacra, anche quando loro non erano d’accordo.

Il tuo successo era importante, e anche i tuoi fallimenti erano puri.

La tua inspirazione era importante. E anche l’espirazione.

Ti hanno insegnato che eri piccolo.

Ti hanno detto che eri incompleto, limitato.

Che mancava qualcosa. Qualche carenza.

Che c’era qualcosa di “sbagliato” in te.

Che eri “meno di”. E altri “più di”.

Si sbagliavano, sempre.

Eppure perdonali, Padre; non sapevano quello che stavano facendo.

Perché gli è stato insegnato lo stesso.

                                                                                                            Jeff Foster

Quante persone vengono da me nelle sessioni, nei corsi, che si ritrovano in questa poesia, in questo dolore, in questa ferita…

Persone che sono alla ricerca di se stesse, per scoprirsi, per prendere consapevolezza del proprio processo, delle conseguenze del modo in cui sono state educate, delle proprie sfide, dei propri triggers e vogliono prendersi la responsabilità affinché la propria essenza possa venire fuori, possa emergere, possa brillare. Persone che decidono di essere vulnerabili. Persone coraggiose.  

Vi ringrazio profondamente. State rendendo il mondo un luogo più umano. State aiutando a far sì che le ferite diventino insegnamenti. 

Compassione. Compassione per noi stessi. Compassione per chi non è ancora su questa strada.

Ho già pianto leggendo quelle parole, ho pianto molto, ho pianto e mi sono stato abbracciata, senza dar la colpa a nessuno. Tutti noi facciamo il meglio che possiamo al momento. I nostri genitori hanno fatto del loro meglio. Stiamo facendo del nostro meglio. I bambini stanno facendo del loro meglio. Gli adolescenti stanno facendo del loro meglio. Continuiamo. Continuiamo a guardarci dentro e apriamo porte e finestre affinché il nostro bambino possa finalmente uscire e avere un’infanzia felice!

Sexualidade e Prazer // Sessualitá e Piacere

A Sexualidade é um dos meus temas favoritos que enfrento na Parentalidade integrada. É para mim extremamente importante e até urgente enfrentar esse assunto de uma forma natural e saudável que ainda hoje, em 2020 é incrivelmente tabu. 

Fiquei extremamente feliz em ler na semana passada umas declarações de Papa Francesco sobre prazer sexual e gastronômico (podem ler os diálogos que houve entre Papa Francesco e o Carlo Petrini, diretor do Slowfood,  no livro, ainda só disponível em italiano “Terrafutura Dialoghi con Papa Francesco sull’ecologia integrale”)

Quando entre pais se fala, (se é que se fala), de sexualidade, normalmente é porque se tem um filho/a adolescente ou pré-adolescente. E a sexualidade é vista como um problema, a partir do medo, como algo a enfrentar do modo menos comprometido possível e cheio de regras sobre o que se deve ou não se deve fazer.

Sexualidade não é sinônimo de acto sexual, de penetração, de malícia, de pornografia, de abusos. A palavra vem do latim sexus, “gênero, estado de ser macho ou fêmea”, relacionado a secare, “dividir, cortar”, pois ele define a raça humana em duas partes.

A sexualidade dos nossos filhos começa com o nascimento deles, desde que têm um corpo. É algo que surge naturalmente, faz parte da vida, é importante não deixá-la na sombra, trazê-la á luz, re-descobrirmos o direito de vivê-la , de celebrá-la.

É um elemento fundamental e natural da nossa vida, assim como a alimentação, a saúde, o dormir. Mas disso não se fala.

O toque tem uma relevância enorme desde a nascimento. Um abraço, uma massagem, o dar banho, o dar a mão, uma festinha, um beijinho, o por creme, o nosso olhar repleto de amor para aquele ser…eu lembro-me que só me apetecia ter as minhas filhas juntas a mim.

Mas o corpo dos nossos filhos não nos pertence. O corpo dos nossos filhos ( e o nosso) é digno de respeito. O corpo de cada um, independentemente da idade, é Sacro.

As crianças têm direito a descobri-lo, a descobrir-se. A saber o que lhe dá prazer e o que não. Assim como tem uma comida preferida, que adoram comer, assim vão gostar de explorar o próprio corpo, vão demostra-nos se gostam ou não de ser abraçados, massajados, lavados… Faz parte. É natural. Para que isso seja saudável, precisamos (nós adultos) de estar informados, de nos libertar das sombras e crenças que estão ligadas ao respeito, ao prazer e a sexualidade. Somos todos ser sexuais. Todos nós gostamos de ter prazer, seja ele de qual natureza for.

A sexualidade tem vários estágios no crescimento da criança e todos eles precisam de suporte e consciência de parte do adulto.

Por exemplo a “Fase do Amor e Sexualidade”  (entre os 3 e os 6 anos) é uma fase crucial que determina, marca e define como vamos enfrentar, interpretar, vivenciar as nossas relações íntimas na idade adulta. 

Nessa fase a criança que sai da “Fase da Vontade”, (onde batia o pé e gritava para obter o que ela queria) se posiciona em modo mais persuasivo, como se estivesse a namorar o adulto para obter o que ela quer. Nessa fase também a descoberta, exploração do próprio corpo fica muito presente, as sensações que são provocadas pelo próprio toque podem ajudar a criança a regular-se emocionalmente. É preciso saber conversar sobre isso de forma natural. Proibir, castrar, fingir que não estamos a ver ou deixar completamente livre não são respostas saudáveis. 

No princípio das minhas palestras sobre esse tema, algumas pessoas ficam assustadas, porque há ainda muita confusão social sobre esse assunto.

Rapidamente conseguem ver e abordar essa temática com outras lentes, perceberem quantos condicionalismos e crenças temos… e isso faz parte da minha Missão. Inspirar e espalhar a voz sobre essa consciência.

Com uma educação sexual saudável iremos ter uma sexualidade vivida em plenitude e respeito no mundo, dando espaço a preciosa e valiosa sacralidade que essa contém. 

Eu escolho fazê-lo através das minhas palestras e cursos, nas sessões individuais, em textos como este e através da minha vida, da minha vivência enquanto mulher, mãe, educadora e companheira.

Se quiserem saber mais sobre a minha visão sobre esse tema, por favor contactem-me, pois tenho mesmo muito prazer em enfrentá-lo e espalhar sementes que possam brotar numa nova educação!

_________________________________________________________

SESSUALITÀ E PIACERE

La Sessualitá é uno dei miei temi favoriti che é incluso nella Genitorialitá Integrata. Per me é estremamente importante e addirittura urgente affrontare quest’argomento in forma naturale e salutare. Un tema che incredibilmente nel 2020 è ancora tabú per la maggior parte delle persone.

Mi sono rallegrata la settimana scorsa quando ho letto delle dichiarazioni di Papa Francesco a propósito del piacere sessuale e gastronómico (potete leggere i dialoghi avvenuti tra Papa Francesco e Carlo Petrini, direttore di Slowfood nel libro “Terrafutura Dialoghi con Papa Francesco sull’ecologia integrale”)

Quando fra genitori si parla (sempre che lo si faccia), di sessualitá, normalmente é perché si ha un figlio adolescente o preadolescente.

E la sessualitá é vista come un problema, che ha origine nella paura, ed é affrontata in modo piú astratto possibile, con un contorno pieno di regole su ció che si deve o non di deve fare.

Sessualitá non è sinonimo di atto sessuale, di penetrazione, di malizia, di pornografia, di abuso. La parola viene dal latino sexus: genere, l’essere maschio o femmina, relazionato con secare: dividere, tagliare, nel senso di dividere il genere umano in due parti.

La sessualitá dei nostri figli inizia con la loro nascita, dal momento in cui hanno un corpo. Sorge naturalmente, fa parte della vita, é importante non lasciarla nell’ombra, portarla alla luce, per riscoprire il diritto a viverla e a celebrarla.

É un elemento fondamentale e naturale della nostra vita, cosí come l’alimentazione, la salute, il dormire. Ma di questo non se parla.

Il contatto ha un valore enorme fin dalla nascita. L’abbraccio, il massaggio, la carezza, il fare il bagno, il dare la mano, mettere la crema, il nostro sguardo pieno – rivolto a quell’essere… mi ricordo che volevo avere le mie figlie sempre attaccate a me.

Ma il corpo dei nostri figli non ci appartiene. Il corpo dei nostri figli (e il nostro) é degno di rispetto. Il corpo di ognuno, indipendentemente dall’etá, é Sacro.

I bambini hanno il diritto di scoprirlo, di scoprirsi. Il sapere cosa dá piacere e cosa no. Cosí come abbiamo il cibo preferito, che si adora mangiare, cosí la necessitá e il piacere di esplorare il proprio corpo, ci dimostreranno se ci piace o no essere abbracciati, massaggiati, lavati… Fa parte. É naturale. Perché questo sia salutare, noi adulti dobbiamo avere l’informazione giusta, liberarci dalle ombre e dalle credenze che sono legate al rispetto, al piacere , alla sessualitá . Siamo tutti esseri sessuali. A tutti noi piace aver piacere, di qualsiasi natura sia.

La sessualitá ha varie e diverse espressioni nell sviluppo del bambino e ognuna di loro ha bisogno di supporto e consapevolezza da parte dell’adulto.

Per esempio la “Fase dell’Amore e Sessulaitá” (fra i 3 e 6 anni) è una fase cruciale che determina, segna e definisce come affronteremo, interpreteremo e vivremo le nostre relazioni intime in etá adulta.

In questa fase il bambino che esce dalla “Fase della Volontá” (in cui pestava i piedi per terra e gridava per ottenere ció che voleva) si posiziona in modo piú persuasivo, come se stesse “flirtando” com l’adulto per ottenere ció che vuole. Anche in questa fase la scoperta, l’esplorazione del próprio corpo diventa molto presente, le sensazioni provocate dal próprio toccarsi possono aiutare il bambino a regolarsi emozionalmente. È necessário che ci sia dialogo aperto e naturale a questo propósito. Proibire, “castrare”, punire, spaventare, far finta di niente o lasciare completamente libera l’esplorazione non sono risposte salutari.

Quando inizio i miei workshop su questo tema, alcune persone si spaventano, perché c’è ancora molta confusione sociale intorno a questa  tematica. Ma in poco tempo riescono a vedere ed abbordare quest’argomento con altre lenti, capiscono quanti condizionalismi e credenze abbiamo… e questo fa parte della mia Missione. Ispirare e spargere la voce su questa consapevolezza. Informare.

Con un’educazione sessuale salutare potremo avere una sessualitá vissuta in pienezza e rispetto, dando spazio alla sacralitá preziosa e inestimabile che questa contiene.

Io scelgo di farlo attraverso i miei workshop e corsi, nelle sessioni individuali, in testi come questo e attraverso la mia vita, il mio vivere come donna, madre, educatrice e compagna.

Se volete sapere di piú sulla mia visione di questo tema, per favore contattatemi, poiché mi fa molto piacere affrontarlo e spargere semi che possano germogliare in una nuova educazione!