O Pai Natal existe? // Babbo Natale esiste?

“O Pai Natal não existe” insistia o meu amigo, mas eu sabia que estava errado […] Assim começa esse livro “Polar Express” de Chris Van Allsburg

“O Pai Natal existe mesmo?”

Vai chegar uma altura em que essa pergunta vai ser colocada…

A minha filha tinha 10 anos quando aconteceu. Escolheu um momento em que estávamos sozinhas, de modo que a irmã não ouvisse… “Não quero estragar-lhe um sonho”… E assim começamos a falar de Magia! ✨

É uma pergunta que tem o seu valor, que precisa de atenção e presença porque a resposta pode representar a queda de um mundo tão valioso e precioso para uma criança (e para o futuro adulto que habita nela)… A gradual saída desse mundo mágico é um processo natural, e como em todos os processos, cada criança tem o seu tempo.

Perguntar de volta “O que tu achas?” pode ser interessante para perceber onde a criança se encontra, em vez de assumir que “chegou a altura de dizer a verdade”.

Nós adultos, na nossa funcionalidade racional, mental diária, muitas vezes esquecemo-nos de trazer magia nas nossas vidas, de acreditar, de confiar…

O acreditar na existência do mundo mágico é fundamental para um desenvolvimento saudável. As crianças tem direito a viver nesse mundo contagiante de magia, é saudável, confortante, seguro.

Se pararmos um pouco, na realidade a vida em si é um Pai Natal!! Nunca sabemos o que nos vais trazer, o que nos vai oferecer, fazemos pedidos secretos, escrevemos cartas imaginárias com o que desejamos… planeamos mas não controlamos… Às vezes podemos não gostar tanto do que ela nos traz, do que recebemos, mas com o tempo vamos perceber do porque, a “razão” pela qual na vida tudo faz sentido assim como é.

Possamos então permitir que a magia entre nas nossas vidas, que nos ilumine, nos contagie, que essa altura nos traga uma leveza saborosa e uma rendição á beleza da vida! Que possamos viajar no fluxo e acreditar que esse Pai Natal nós vai trazer sempre o que precisamos para a nossa evolução, desenvolvimento ❤️

O livro Polar Express é um livro de magia, é o meu livro favorito nessa altura do ano, é um livro que faz sonhar, viajar, acreditar. A verdade é que cada um pertence ao mundo em que acredita! ✨

E tu, desse lado, em que acreditas? Qual é o teu mundo?

“Babbo Natale non esiste” insisteva il mio amico, ma sapevo che si sbagliava […] Cosí inizia il libro “Polar Express” di Chris Van Allsburg.

“Babbo Natale esiste davvero?”

Arriva un momento in cui ci sentiamo rivolgere questa domanda… 

Mia figlia aveva 10 anni quando me l’ha fatta. Ha avuto l’attenzione di farmela in un momento in cui eravamo da sole, in cui non ci fosse la sorellina, perché “non voglio rovinarle un sogno”… E cosí abbiamo iniziato a parlare di Magia! ✨

È una domanda che ha il suo valore, che richiede attenzione e presenza perché la risposta può rappresentare la caduta di un mondo così prezioso per un bambino (e per il futuro adulto che abita dentro di lui)… La graduale uscita da questo mondo magico è un processo naturale, e come in tutti i processi di questo tipo, ogni bambino ha il suo tempo, il suo timing.

Rispondere con una domanda del tipo “Tu cosa ne pensi?” può essere interessante per capire dove si trova il bambino, invece di presumere che sia “arrivata l’ora della verità”.

Noi adulti, nella nostra funzionalità razionale quotidiana, molte volte ci dimentichiamo di includere la magia nelle nostre vite, di credere, di fidarci…

Il credere nell’esistenza di un mondo magico è fondamentale per uno sviluppo salutare. I bambini hanno il diritto di vivere in questo mondo contagiante di magia, è salutare, confortevole, sicuro.

Se ci si ferma un attimo, si può interpretare la vita in sé come Babbo Natale!!! Non sappiamo mai cosa ci riserva, cosa ci regalerà, facciamo richieste segrete, scriviamo lettere immaginarie con ciò che desideriamo…pianifichiamo ma non controlliamo… A volte possiamo non gradire molto ciò che ci offre, di ciò che riceviamo, ma con il tempo capiamo il perché, la “ragione” per la quale nella vita tutto ha senso così com’è.

E allora mi/ci/vi auguro che la magia possa entrare nelle nostre vite, che ci illumini, ci contagi e che questo periodo ci porti una piacevole leggerezza da assaporare e un consegnarci alla bellezza della vita! Che si possa viaggiare nel flusso e credere a che questo Babbo Natale ci porterà sempre ciò di cui abbiamo bisogno per la nostra evoluzione, crescita e sviluppo ❤️

Il libro “Polar Express” è un libro di magia, è il mio libro preferito in questo periodo dell’anno, è un libro che fa sognare, viaggiare, credere. La verità è che ognuno appartiene al mondo in cui crede! ✨

E tu, in che cosa credi? Qual è il tuo mondo?

25 Novembro – dia internacional pela eliminação da violência contra as mulheres

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Dia 25 de Novembro é o dia internacional para a eliminação da violência contra as mulheres. Esse tema me é muito querido e para mim está estritamente ligado a Parentalidade. Respeitar os nossos filhos, respeita-los fisicamente, emocionalmente, intelectualmente vai-lhe dar ferramentas para que eles não permitam ser vítimas nem agressores no futuro.

A violência nunca é o caminho.

A frase “uma palmada na hora certa resolve muita coisa e não mata ninguém” assusta-me, preocupa-me. Essa é a mensagem que transmitimos aos nossos filhos: que alguém tem direito (e eventualmente eu até mereço…😔) de me ferir, de passar os meus limites, sejam eles físicos, emocionais ou energéticos.

Mesmo que nós tenhamos sido alvo disto em criança, que tenhamos tido esse tipo de educação, isso precisa de ser visto, abraçado, curado, acolhido e não perpetuado, repetido!

Educar através do medo não é solução, não resulta! Ás consequências são imensas, profundas e podem estar muito escondidas na nossa criança interior.

Educar, colocar limites através do respeito é fundamental e é educar para o futuro, em vez de colocar um penso rápido que até pode resultar no momento (até uma certa idade…) mas tem um impacto enorme no desenvolvimento da criança, na construção da personalidade do futuro adulto!

Nós cuidadores, pais, educadores, temos uma grande responsabilidade sobre esse assunto, em primeiro lugar com o nosso exemplo de vida enquanto adultos, e depois directamente com as “nossas” crianças!

Quero agradecer muito a todas as mulheres que tem coragem de se declarar, de denunciar, de querer mudar, de sair, de querer ir às origens da própria dor, e que sabem até aproveitar esse caminho para se empoderar 🙏❤️ Tenho a sorte de ter conhecido algumas no meu caminho, nas sessões individuais, nas formações e elas sabem quão honro essa jornadas

A saída da escola ou É uma questão de intenções…

O momento da saída da escola pode ser um tempo de muita conexão ou de profunda frustração para os pais… muito depende de como nós vamos ao encontro dos nossos filhos.

Os pais normalmente se queixam que os filhos não partilham, não falam, não contam o que se passou no tempo em que tivemos afastados (isso pode ser no dia de escola ou pode ser quando ficam com os avós, ou com o outro progenitor em caso de país separados…)

A minha pergunta é: qual é a intenção pela qual quero saber? A verdadeira intenção. 

É a de procurar conexão com a criança, de estar verdadeiramente interessados no que ela sente, a de saber se ela está feliz ou não…

Ou de satisfazer o nosso medo? 

Ou a de querer controlar? 

Qual será o efeito que isso desencadeia neles?

“O que fizeste hoje na escola?”

“O que fizeste, onde foste no fim-de-semana com o pai, com quem estivaram?”

Como se sentiriam se alguém vos fizesse perguntas dessa forma? 

“O que fizeste hoje no trabalho?” 

“Com quem estiveste?”🤔

Se realmente estivermos interessados em saber como está a criança, talvez pudéssemos formular a pergunta de outra forma… 

“Como te sentes?”

“Como te sentiste hoje na escola?”

“O teu dia foi divertido?”

“Qual foi o momento mais fixe do teu dia e qual o menos agradável?”

Com verdadeiro interesse, curiosidade, amor : quero mesmo saber de ti, interessa-me saber se estás bem!

E mais uma vez, a importância do nosso exemplo: podemos ser nós a falar de como nos sentimos no nosso dia, o que nos agradou e o que nos entristeceu, ou chateou, ou assustou! 

As crianças vivem o presente, não fazem relatórios! Quando estão a brincar, a ouvir música, a relacionar-se uns com os outros, estão inteiramente e totalmente lá.

E quando passou, passou. 

Garanto-vos que entendo muito bem aquela ansiedade de querer saber se estiveram bem, se foram bem cuidados (segundo a nossa perspectiva, claro 😉)…

Ao mesmo tempo acredito que se realmente queremos que eles sintam o nosso amor, o nosso genuíno interesse é conectando-nos a eles que o conseguimos. Ligando-nos ao que sentem e não a uma lista de acontecimentos!

Quando vou buscar as minhas filhas a escola, procuro ter um tempo só com elas. Sem agenda. Sem telefones. (E sem culpa se não é possível!)

As vezes dando um passeio na natureza, onde há o tão precioso espaço e tempo certo para nos conectarmos, para criar e nutrir o vinculo, para sermos. Apenas isso. E esse tempo, surpreende-me sempre. Saio sempre mais rica, a nutrir e ser nutrida, a partilhar-me e a acolher partilhas incríveis. Sinto-me a contemplar a beleza das minhas filhas, a unicidade de cada uma…é um momento de grande regeneração, de crescimento da nossa relação.

Cuidado com as expectativas! Cuidado com a agenda…se fizerem isso com o objectivo (bem diferente da intenção!) de “sacar” informação, o resultado vai ser bem diferente, pode ser frustração, pouco satisfatório e lá vai a oportunidade de transmitir ao vosso filho a preciosa mensagem de “Amor incondicional”, de um “Vinculo seguro” e de desfrutarem verdadeiramente de um tempo juntos!!

Isso tanto é valido com os nossos filhos, como com qualquer outra relação que queiramos nutrir, com base em verdadeiro e genuíno amor, autenticidade, integridade, respeito, responsabilidade 😉