Em Amor, Quer ganhes ou percas, tu ganhas sempre

Em Amor, Quer ganhes ou percas, tu ganhas sempre Filha.

Sabes que te amarei se tiveres sucesso.

E sabes que te amarei igualmente se falhares.

Porque o fracasso é apenas um pensamento, e o teu mérito não está ligado a coisas externas.

Não és menos porque ganhas menos, ou sabes menos, ou vences menos, ou possuis menos.

E não és mais porque tens mais, ou alcanças mais, ou consegues mais.

O inspirar não é melhor do que o expirar, meu amor, o cair é belo e o levantar, também.

A neve e a chuva são tão gloriosas como o sol de Verão; a mais pequena poça de água é tão grande como o Oceano Pacífico, e o núcleo da Terra sobreviveu aos mais ultrajantes triunfos e desastres.

Se tentar e vencer, vivência-o plenamente, saboreia-o plenamente, e aprenda a amar o seu sabor.

Mas se o fracasso e a desilusão te vierem visitar, se o desgosto e a perda surgirem no teu precioso coração, se o desespero e uma profunda solidão surgirem do nada, se te ridicularizarem e desprezarem, se te negligenciarem e te abandonarem, se não te virem como desejas que eles te vejam, saberás que não te abandonei; saberás que és digno como sempre foste, és tão amável, és tão extraordinariamente belo, num todo.

Aprende a amar o sabor da escuridão, bem como a luz.

Saboreia toda a vida o meu amor; foste construído para abraçar tudo, e o teu coração é vasto, e a tua coragem é de cortar a respiração.

Eu mostro-te este amor, e tu irás ensiná-lo aos teus filhos, e assim até ao fim do mundo. Em amor, tu és vitoriosa!

Texto traduzido livremente por mim do livro “The Way of Rest” de Jeff Foster.

A saída da escola ou É uma questão de intenções…

O momento da saída da escola pode ser um tempo de muita conexão ou de profunda frustração para os pais… muito depende de como nós vamos ao encontro dos nossos filhos.

Os pais normalmente se queixam que os filhos não partilham, não falam, não contam o que se passou no tempo em que tivemos afastados (isso pode ser no dia de escola ou pode ser quando ficam com os avós, ou com o outro progenitor em caso de país separados…)

A minha pergunta é: qual é a intenção pela qual quero saber? A verdadeira intenção. 

É a de procurar conexão com a criança, de estar verdadeiramente interessados no que ela sente, a de saber se ela está feliz ou não…

Ou de satisfazer o nosso medo? 

Ou a de querer controlar? 

Qual será o efeito que isso desencadeia neles?

“O que fizeste hoje na escola?”

“O que fizeste, onde foste no fim-de-semana com o pai, com quem estivaram?”

Como se sentiriam se alguém vos fizesse perguntas dessa forma? 

“O que fizeste hoje no trabalho?” 

“Com quem estiveste?”🤔

Se realmente estivermos interessados em saber como está a criança, talvez pudéssemos formular a pergunta de outra forma… 

“Como te sentes?”

“Como te sentiste hoje na escola?”

“O teu dia foi divertido?”

“Qual foi o momento mais fixe do teu dia e qual o menos agradável?”

Com verdadeiro interesse, curiosidade, amor : quero mesmo saber de ti, interessa-me saber se estás bem!

E mais uma vez, a importância do nosso exemplo: podemos ser nós a falar de como nos sentimos no nosso dia, o que nos agradou e o que nos entristeceu, ou chateou, ou assustou! 

As crianças vivem o presente, não fazem relatórios! Quando estão a brincar, a ouvir música, a relacionar-se uns com os outros, estão inteiramente e totalmente lá.

E quando passou, passou. 

Garanto-vos que entendo muito bem aquela ansiedade de querer saber se estiveram bem, se foram bem cuidados (segundo a nossa perspectiva, claro 😉)…

Ao mesmo tempo acredito que se realmente queremos que eles sintam o nosso amor, o nosso genuíno interesse é conectando-nos a eles que o conseguimos. Ligando-nos ao que sentem e não a uma lista de acontecimentos!

Quando vou buscar as minhas filhas a escola, procuro ter um tempo só com elas. Sem agenda. Sem telefones. (E sem culpa se não é possível!)

As vezes dando um passeio na natureza, onde há o tão precioso espaço e tempo certo para nos conectarmos, para criar e nutrir o vinculo, para sermos. Apenas isso. E esse tempo, surpreende-me sempre. Saio sempre mais rica, a nutrir e ser nutrida, a partilhar-me e a acolher partilhas incríveis. Sinto-me a contemplar a beleza das minhas filhas, a unicidade de cada uma…é um momento de grande regeneração, de crescimento da nossa relação.

Cuidado com as expectativas! Cuidado com a agenda…se fizerem isso com o objectivo (bem diferente da intenção!) de “sacar” informação, o resultado vai ser bem diferente, pode ser frustração, pouco satisfatório e lá vai a oportunidade de transmitir ao vosso filho a preciosa mensagem de “Amor incondicional”, de um “Vinculo seguro” e de desfrutarem verdadeiramente de um tempo juntos!!

Isso tanto é valido com os nossos filhos, como com qualquer outra relação que queiramos nutrir, com base em verdadeiro e genuíno amor, autenticidade, integridade, respeito, responsabilidade 😉