Tomar decisões…

“Sai da tua cabeça e entra no teu coração. Pensa menos. Sente mais” Osho

Desde muito cedo na nossa vida ouvimos :

“Pensa!”

“Pensa bem”

“Pensa antes de tomar uma decisão”

“Pensa naquilo que fizeste” (vou ter que dedicar um outro post essa afirmação 💜)

“Pensa antes de falar”

“Pensa antes de agir”

E assim ficamos formatados dessa forma e deixamos de ter acesso à nossa sabedoria interna. A sabedoria que mora no nosso corpo, no nosso coração, na nossa alma.

A sabedoria que vem do nosso instinto, da nossa intuição, da vivência das nossas emoções através do plexo solar fica assim silenciada. E entregamos todo o poder decisional à nossa cabeça, ao racional, com a ilusão que assim fazendo temos tudo sob controle…

A verdade é que assim fazendo é provável que fiquemos ainda mais baralhados, porque a cabeça vai sempre procurar a razão pela qual fazemos o que fazemos, o PORQUE temos que escolher o branco em vez do preto. E a vida não se resume a porquês. Ou então vai procurar na escolha mais seguro, o conhecido. Temos a ilusão que se pensarmos “bem”, vamos encontrar a solução perfeita.

E entretanto deixamos de viver o AGORA, o presente e o dia passa enquanto estivemos projetados no futuro (ou no passado) muito concentrados a fazer listas de prós e contras as ara encontrar a decisão ou solução perfeita…e não nos lembramos que provavelmente os momentos mais marcantes da nossa vida (aqueles quando nos sentimos conectados connosco, fiéis á nossa verdade, a nossa essência que não procura ser aceite pelos outros) são aqueles em que a mente nem teve a melhor, a voz que nos guiou foi outra 🙌

E provavelmente ficamos com frustração ou com amargo na boca por não ter feito o que sentimos que era para fazer, ou não dissemos o que ficou então entalado na garganta com medo de perder alguma coisa ou alguém…

As crianças, quando lhe for permitido viver a infância, não pensam, sentem e agem a partir do sentir. Há uma sabedoria nisso que vamos perdendo a medida que crescemos e entramos em contacto com o amor condicional…

Convido-te a ficar curioso com o que a voz da tua criança interior, o que ela diz? Com o que se entusiasma? Do que tem nojo? Convido-te a viver, a te permitires andar de mão dada com a vida, e de deixar que a vida te surpreenda…

“O Chapéu Carmesim”

3 Anos: Olha para si mesma e sente-se uma Rainha:

8 Anos: Olha para si e vê-se como a bela Adormecida:

15 Anos: Olha para si e vê-se gorda, borbulhenta e feia.

(«Mãe, não posso ir para a escola assim.»)

20 Anos: Olha para si e vê-se demasiado gorda ou demasiado magra, demasiado alta ou demasiado baixa, com o cabelo demasiado liso ou demasiado encaracolado, mas decide ir mesmo assim.

30 Anos: Olha para si e vê-se demasiado gorda ou demasiado magra, demasiado alta ou demasiado baixa, com o cabelo encaracolado, mas não tem tempo para fazer mais nada e por isso vai conforme está.

40 Anos: Olha para si e vê-se demasiado gorda ou demasiado magra, demasiado alta ou demasiado baixa, com o cabelo demasiado liso ou demasiado encaracolado, mas diz «Pelo menos estou limpa» e vai.

50 Anos: Olha para si, diz «Eu sou» e vai onde quer ir.

60 Anos: Olha para si e pensa nas pessoas que nem sequer conseguem olhar-se ao espelho.

Sai e conquista o mundo.

70 Anos: Olha para si e vê sabedoria, boa disposição e talento. Sai e diverte-se.

80 Anos: Nem sequer olha para si. Põe um chapéu carmesim e sai para se divertir no mundo.

Talvez devêssemos pôr o chapéu carmesim mais cedo na vida.

Mallika Chopra