Sejas o adulto que precisavas de ter ao teu lado quando era criança.

Se pensares em ti em criança, que tipo de cuidador precisavas de ter ao teu lado?

Sente.

Procura identificar as crenças que limitam essa possibilidade de ir ao encontro das crianças e liberta-te delas.Isso ajuda-te a ganhar uma primeira direção enquanto a parentalidade que práticas…e a como te colocas frente a qualquer criança 🙌💜

“As crianças tem que saber que não são elas que mandam!”

“Uma chapada na hora certa faz milagres”

“Os meus filhos têm que saber que a vida não é um mar de rosas”

“Se não parares imediatamente com isso vais ver o que te acontece”

Etc etc..

Será?

Não será essa uma linguagem que vem das nossas feridas?

Não será uma repetição de padrões inconscientes?

Não serão essas atitudes que vem do medo?

Medo de perder o controle, medo que a situação nos escape da mão.

Todos nós temos direito de ser amados, acolhidos com gentileza, respeitados de igual forma, qualquer idade tenhamos.

Para poder construir relações baseadas no respeito e na colaboração, na compaixão. Hoje abraça-te.

Permite-te abraçar a criança que há em ti que talvez não tenha tido aquele abraço de que tanto precisava naquele momento. Ouve o que ela tem para te dizer.

E sejas. Sejas o adulto do qual tanto precisavas.

Liberdade

Sentes-te livre de ser quem és?

Sentes-te em verdade contigo próprio?

Estás a respeitar e a seguir a tua intuição?

Ou estás preocupado em ser aceite?

Em fazer ou dizer o que “os outros” esperam?

Em ser o que “deve” ser?

Estás rodeado de pessoas que te permitem ser o que és ou que te condicionam? Mesmo que inconscientemente…

Muitas pessoas que chegam até mim dizem-me “Se tivesse sabido isso antes…” …mas chegamos quase sempre à conclusão que, na realidade, sempre souberam, sempre houve uma voz interna a indicar o caminho “certo”, só não tiveram coragem para o seguir, para não entrar no desconhecido, para não desistir do que é familiar, aparentemente confortável. (Que na realidade cria um grande desconforto interno, como se nós tivéssemos a trair…)

Muitos de nós não foram educados para se respeitarem.

Não fomos educados para nos responsabilizarmos.

Fomos educadas no “isso não fica bem”, “não podes dizer isso”, “ tens que…”, “se depois alguma coisa correr mal, não venhas ter comigo” , “vê lá o que fazes”, “o que que os outros vão pensar”, “não fica bem dizeres isso”…

Fomos educadas no desempoderamento, no medo.

No medo da perca da conexão, do vínculo e do suporte. De que se somos nós próprios há um preço muito caro a pagar. O da solidão. De não sentir apoio. De não sentir pertença a tribo, a família, a sociedade, a um todo.

E assim desistimos. Silenciamos essa voz interna.

Tentamos ignora-la.

Desistimos aos poucos de nós próprios.

Em prole de um relacionamento, de um emprego “seguro”, de amizades, da família, da religião, da sociedade, da aparência.

Aparentemente desistimos. Porque a alma não desiste.

Nunca.

Continua a borbulhar por dentro. Como um vulcão aparentemente adormecido.

Até a ouvirmos.

Até fazer-se ouvir.

Até ganharmos coragem.

Até enraizarmos em nós próprios. Na nossa verdade.

E aí a magia acontece. Mesmo numa eventual passagem por um período de solidão ficamos mais fortes, sentimos a energia vital a subir. Sentimo-nos fiéis a nós próprios. E a vida ocupa-se do resto: traz-nos as pessoas certas, as oportunidades certas para sentirmo-nos em fluxo, em verdade, com dignidade, enraizados, íntegros e empoderados, na nossa individualidade e pertencendo a um todo!

Possamos nos respeitar e valorizar a unicidade, as diferenças das crianças.

Porque possam desde sempre ser quem são. Sem expectativas. Sem julgamento. Apenas com maravilhosa curiosidade sobre a alma que as habita 🙌

25 Novembro – dia internacional pela eliminação da violência contra as mulheres

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Dia 25 de Novembro é o dia internacional para a eliminação da violência contra as mulheres. Esse tema me é muito querido e para mim está estritamente ligado a Parentalidade. Respeitar os nossos filhos, respeita-los fisicamente, emocionalmente, intelectualmente vai-lhe dar ferramentas para que eles não permitam ser vítimas nem agressores no futuro.

A violência nunca é o caminho.

A frase “uma palmada na hora certa resolve muita coisa e não mata ninguém” assusta-me, preocupa-me. Essa é a mensagem que transmitimos aos nossos filhos: que alguém tem direito (e eventualmente eu até mereço…😔) de me ferir, de passar os meus limites, sejam eles físicos, emocionais ou energéticos.

Mesmo que nós tenhamos sido alvo disto em criança, que tenhamos tido esse tipo de educação, isso precisa de ser visto, abraçado, curado, acolhido e não perpetuado, repetido!

Educar através do medo não é solução, não resulta! Ás consequências são imensas, profundas e podem estar muito escondidas na nossa criança interior.

Educar, colocar limites através do respeito é fundamental e é educar para o futuro, em vez de colocar um penso rápido que até pode resultar no momento (até uma certa idade…) mas tem um impacto enorme no desenvolvimento da criança, na construção da personalidade do futuro adulto!

Nós cuidadores, pais, educadores, temos uma grande responsabilidade sobre esse assunto, em primeiro lugar com o nosso exemplo de vida enquanto adultos, e depois directamente com as “nossas” crianças!

Quero agradecer muito a todas as mulheres que tem coragem de se declarar, de denunciar, de querer mudar, de sair, de querer ir às origens da própria dor, e que sabem até aproveitar esse caminho para se empoderar 🙏❤️ Tenho a sorte de ter conhecido algumas no meu caminho, nas sessões individuais, nas formações e elas sabem quão honro essa jornadas