Fórmulas mágicas…

Na Parentalidade não há fórmulas mágicas, soluções que possam funcionar para qualquer criança!!!
Desconfiem por favor de qualquer “doutrina” que não tenha em vista a individualidade de cada ser. De cada teoria que não tenha em primeiro lugar o respeito por outro ser humano, de qualquer idade ele seja.
Tudo o que não toma em consideração a singularidade de cada criança, de cada família, pode deixar marcas para o resto da vida. Enquanto país ou cuidadores em geral, pode desencadear sentidos de culpa e de desconforto interno na aplicação de “técnicas” aconselhadas por terceiros.
E nas crianças pode deixar feridas que se manifestam como baixa auto-estima, ansiedade, dependência e medo…
Qualquer coisa que decidam fazer que é aconselhada por alguém de fora, sintam primeiro como isso ressoa internamente.
Confiem no vosso instinto, na vossa intuição.
Fiquem curiosos e informem-se. Uma decisão informada, sempre é mais consciente. É o que digo nas minhas formações, nas minhas consultas.
A Parentalidade precisa de tempo, precisa de gentileza, precisa de paciência. Todo o tempo que lhe dedicamos vai dar frutos incríveis!!! Mas é no seu tempo! E antes de poder colher os frutos, é preciso cuidar da terra onde está a semente, com Amor, dedicação, genuína curiosidade. É preciso regar, nutrir com Amor e fé para que possa crescer sempre mais forte e na sua própria direção.
Se tentarmos apressar o tempo natural de cada etapa de desenvolvimento, é como querer a força que uma flor brote no outono…
Todas as crianças saudáveis querem crescer, querem evoluir, querem tornar-se autónomas. Todas vão estabelecer o próprio ritmo do sono, vão andar, vão largar a fralda, vão saltar, correr, falar, aprender a lidar com as emoções.
Cada uma ao seu tempo.
Precisam de cuidadores que se questionem, que se conheçam, que se cuidem, que se informem, que confiem neles próprios, que entendam quais os padrões da própria educação estão a repetir inconscientemente (ou a fazer simplesmente o oposto), que saibam lidar com o próprio medo, com as próprias inseguranças.
Eu não acredito em “profissionais”, ou “terapeutas do sono”, em técnicas desumanas para “ensinar” os bebés a dormir… por favor, procurem informação sobre as consequêntes marcas que essas técnicas deixam na criança e de consequência no adulto antes de as aplicar.  Oiçam internamente, a vossa alma se isso vos faz sentido.
Se precisam de ajuda eu estou aqui, e há outros profissionais muito competentes que vos podem dar apoio e suporte, pois eu sei que é um assunto muito delicado e que todos precisamos de dormir 🙌
Sou particularmente sensível a esse tema pois mal nasci “foi-me” ensinado que tinha que dormir sozinha e que mesmo que chorasse ninguém vinha. Enfrentei e ainda estou a enfrentar todas marcas que isso deixou em mim. Mas também há aqui a boa notícia: desde que tomemos consciência disso, podemos cuidar, empoderar-nos em vez de vitimizar-nos! 🙌
Cada Ser é único, cada família é única, cada caso é um caso.
O tema do sono não pode ser abordado separadamente do todo. Não há técnicas universais.
Resgatem a vossa intuição!
Atrás de “problemas” de sono podem estar mensagens que precisam de vistas e ouvidas!

Somos Todos Génios

Somos todos diferentes, únicos.

Nascemos diferentes.

Temos propósitos unicos.

Temos aprendizagens diferentes a fazer na vida.

Somos todos génios.

A definição generalizada de génio tem dado origem à crença comum que o génio é alguém raro, com capacidades extraordinárias ligadas ao intelecto. Quem sabe fazer contas matemáticas de cabeça, quem escreve musicas em idades precoces. Ao contrario disso, a genialidade está presente em cada ser humano pelo simples facto de ter nascido! Cada célula do nosso ADN demonstra isso! É como uma semente que está intrínseca em nos. Cada um de nos traz a sua própria semente que precisa de ser reconhecida, vista, acolhida, nutrida e cuidada conforme as suas próprias características.

Como se sentem a reconhecer essa genialidade dentro de vocês?

Alguns terão dificuldade em acreditar, em sentir, em caber em tal definição… 

Talvez possa surgir o pensamento que estamos aqui para trabalhar e, ligado a isso a crença que o trabalho exige esforço, sofrimento e compromisso, antes de ter eventualmente direito ao prazer….

É aqui que as vezes o compromisso com a sociedade, com a vida em geral, ganha passos largos, não fazendo-nos notar o que estamos a fazer e de repente não nos apercebemos quão longe estamos de nos próprios, da nossa essência, dos nossos sonhos, do que nos apaixona. Não acreditamos no nosso poder, na nossa individualidade e singularidade. Não acreditamos no incrível potencial da semente que habita em nos. Tornamo-nos protagonistas de vidas medíocres, pouco inspiradoras, vibramos numa baixa frequência, na queixa e descontentamento. Mesmo aqueles que conseguem ver uma saída, uma solução para a própria insatisfação raramente têm a coragem de realizar realmente os seus sonhos devido a um medo profundo de que falte a capacidade e o poder para completar a longa viagem em direcção a esses sonhos, as próprias paixões, ao nosso Ser.

Mas onde começa essa falta de fê, de confiança em nos próprios?

Na nossa infância, na nossa adolescência. 

A nossa alma não duvida, nem por instante da nossa grandeza, mas a segunda de como nos é permitido viver a nossa infância, algo dentro de nos deixa de confiar, em prole da conexão, do vinculo e reconhecimento que tanto precisamos com os nossos pais, cuidadores.

Muitos de nos até podem ter acreditado durante essas fases de vida, aspirando à grandeza, mas a maioria desiste dos próprios sonhos e de si próprio ao chegar a idade adulta.

Também podemos herdar essa falta de empoderamento e reconhecimento dos nossos pais, que por sua vez desistiram dos deles, levando assim avante um padrão de desonrar a nossa unicidade, genialidade e dereito a uma vida satisfatória e apaixonada.

A maioria das crianças pequenas sonham ser estrelas de cinema, futebolistas ou cantores famosos. E a maioria dos adultos vê estes sonhos como fases passageiras na vida de um jovem, dando-lhe pouca importância e até gozando ou diminuindo-as frente a terceiros. Na verdade, estas crianças estão inconscientemente a projetar o seu próprio impulso único, genial, para se destacarem numa área da vida. Este tipo de aspiração sonhadora precoce, se for mantida, aproveitada e orientada, acabará por conduzir as crianças na direcção da sua máxima capacidade, de algo em que se vão tornar mestres!

Lamentavelmente, muitas vezes os sonhos da maioria das crianças são anulados, corrompidos nas próprias casas, ou nos sistemas educativos escolares na monotonia interminável dos currículos estabelecidos, onde se anula a individualidade e grandiosidade de cada Ser.

É na escola que a maioria das crianças aprende a associar o trabalho ao tédio, esforço e fadiga. O problema com generalidade dos sistemas escolares é que tendem a homogeneizar as crianças, tratando-as como um corpo colectivo que precisa de ser educado, em vez de tratar cada indivíduo de forma diferente. Muitas crianças simplesmente não se adequam de todo às escolas e são rotuladas com definições que as vai acompanhar e condicionar durante a vida toda. 

Além disso, se os pais não acreditarem em si próprios, então será muito difícil para eles inspirarem e suportarem criativamente os seus filhos. 

O prazer e o entusiasmo são o combustível do motor que nos leva a brilhar, resplandecer, a distinguirmo-nos. Todas as crianças nascem com o proprio génio, e se lhes for permitido desenvolverem-se na direcção certa, esse génio surgirá inevitavelmente e o trabalho que fazem inspirará outros a fazer o mesmo. O próprio génio é altamente contagioso, tal como o compromisso. Porque o génio é tão contagioso e fortalecedor, ao vivermos a nossa unicidade, podemos verdadeiramente mudar a frequência colectiva de toda a humanidade, influenciar quem está a nossa volta,  empoderarmo-nos e respeitarmo-nos uns aos outros, cada um na sua incomparável expressão.

Mesmo que façamos algo de que não gostamos, mas que é um trampolim para os nossos sonhos, então isso irá transformar a forma como o fazemos, o animo com o qual o fazemos, pois traz com ele a energia de um propósito maior. No entanto, se fizermos algo de que não gostamos porque a sociedade ou a forma como fomos educados de alguma forma nos pressionou ou condicionou a fazê-lo, então iremos ao encontro de num declínio sombrio.

Esse tipo de compromisso pode facilmente tornar-se um hábito, algo em fiquemos presos uma vida inteira e no fim acabará por esgotar a nossa força vital, a nossa luz, e afastar-nos cada vez mais de nos próprios e do nosso verdadeiro potencial. 

É preciso manter vivo o nosso entusiasmo, a nossa paixão, o caminho da nossa alma vendo tudo o que fazemos como parte da nossa direcção e aprendizagem na vida. 

A centelha do génio está presente à nascença, e se reconhecida e respeitada a criança pode ter uma infância individualmente adaptada e cuidada para estimular e nutrir a chama desse génio em particular!

Eu sou única.

Eu nasci diferente.

Eu tenho um propósito único.

Eu tenho aprendizagens únicas a fazer na vida.

Eu sou um génios.

Que tal acolhermo-nos com essas afirmações em cada novo instante?