Impermanência

Impermanência.

Isto também vai passar….

Tudo flui…

Panta rei…

Nada fica para sempre…

Eu estou em continua mudança, transformação…Com essa simples mas profunda tomada de consciência, escolho trazer proveito e dar valor a cada momento, sem atribuir-lhe um julgamento de bom ou mau, apenas abraçando-o, como uma oportunidade para aprofundar o conhecimento de mim própria e aceitação do caminho da minha alma.

Essa preciosa tomada de consciência, dá-nos presença em alturas mais desafiantes da parentalidade
❤️🙏



“Although I have learned of the impermanent nature of everything that is, I still have the habit of acting as if everything is permanent and I am a separate self. I am aware that my body is always changing. Every cell in my body will soon die and be replaced by a new cell. Still, I have the tendency to think that I am the exact same person today as I was yesterday. My five skandhas-body (form), feelings, perceptions, mental formations, and consciousness – are like five rivers that are constantly flowing, constantly changing. It is true that I can never bathe in the same river twice. I know that my feelings of anger or of joy will arise, stay for awhile, and eventually fade away to be replaced by another feeling. Yet I have the tendency to believe that my feelings, my perceptions, my mental formation, and my consciousness are permanent. I know that my belief in a unchanging, separate self, cut off from people and living beings, has caused me to suffer and has caused other to suffer.
Yet the deep, hidden tendency to be caught in the view of a separate self still lies in the depths of my consciousness.”

Tchin Nhat Hanh

A rasteira dos elogios / Lo sgambetto delle lodi



“Mãe, gostas?”
“Mãe, é bonito, não é?”
“Mãe achas que desenho bem?”

E as minhas respostas são:
“Tu gostas?”
“Estas a divertir-te a desenhar?”
“Não é magico ver com as cores se misturam quando acrescentas agua?”
 
As crianças procuram sempre aprovação, até se tornarem dependentes… procurando sentir, através dela, o amor dos cuidadores que tanto precisam…até se tornarem mesmo o que nos, os pais, inconscientemente desejamos, deixando assim para trás a essência deles, reprimindo emoções e atitudes próprias, quem verdadeiramente são.
É portanto importantíssimo que a atenção, a valorização caia sobre quem eles SÃO e não para o que eles fazem. É importante valorizar a experiencia, as emoções vividas e não apenas o resultado.
Se queremos que os nossos filhos se tornem adultos seguros deles próprios, confiantes, que não estejam dependentes de aprovação externa, que saibam nutrir os próprios talentos, que saibam reconhecer e seguir o que vem deles e não o que é imposição ou desejado pelos outros, é bom cultivar a autoestima, ajudando-os a acreditar neles próprios.
Alimentado e nutrindo o poder que vem de dentro.
Sem as nossas condições, opiniões ou julgamentos sobre o que é ou não “bonito”, e para que isso aconteça, é fundamental estar muito atentos e presentes no dia a dia.
 
Para quem quiser aprofundar esse tema, aconselho o livro de Alice Miller: “Drama Of Being A Child”
 
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“Mamma, ti piace?”
“Mamma, é bello, vero?”
“Mamma, secondo te sono brava?”

E le mie risposte sono:
“A te piace?”
“Ti stai divertendo a farlo?”
“É magico vero come i colori si mischiano quando aggiungi l’acqua?”

I bambini cercano sempre approvazione, fino ad esserne dipendenti…sentendo attraverso questa, l’amore dei genitori cui hanno tanto bisogno…fino a diventare proprio quello che noi inconsapeviolmente desideriamo, abbandonando la loro essenza, reprimendo emozioni o attitudini propri.
Quindi é importantissimo che l’attenzione vada su ció che SONO e non per ciò che fanno. É importante valorizzare l’esperienza, le emozioni vissute e non appena il risultato.
Se vogliamo che i nostri figli diventino adulti sicuri di se, che non siano dipendenti dall’approvazione esterna, che sappiano nutrire i propri talenti, che siano capaci di seguire ciò che emerge da loro e non ciò che é imposto da fuori, é bene coltivare l’autostima, aiutandoli credere in se stessi.
Alimentando, nutrendo il potere che viene da dentro.
Non condizionandoli su ciò che piace o no a noi, e per questo, é fondamentale essere attenti e presenti.
 
Per chi vuole approfondire questo aspetto importantissimo, consiglio il libro di Alice Miller “Il dramma del bambino dotato e la ricerca de vero sé”

Let go…

Vossos filhos não são vossos filhos.  
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.  
Vêm através de vós, mas não de vós.  
E embora vivam convosco, não vos pertencem.  
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,  
Porque eles têm seus próprios pensamentos.  
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;  
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,  
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.  
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,  
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.  
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.  
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força  
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.  
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:  
Pois assim como ele ama a flecha que voa,  
Ama também o arco que permanece estável.

O Profeta, de Khalil Gibran

Hoje percebi, senti, um corte.

Ela está a crescer, está confiante, segura dos caminhos que toma. Foi o que observei hoje no nosso passeio na floresta.

Que bom! Era mesmo o que eu sonhava quando começou a andar…

O tempo passa rápido e agora, ao mesmo tempo, sinto tristeza, uma profunda tristeza, porque já não é a “minha” criança que fica colada a mim, que se esconde atrás das minhas pernas, que me beija vinte vezes antes de a deixar na escola, que chora quando cai, quando não estou por perto…precisa de espaço, do espaço dela.

Eu preciso de fazer um luto, porque isso já não volta, preciso de a largar, de a libertar. Ela quer começar o seu voo e eu, em quanto mãe, devo deixa-la ir, acompanha-la com uma outra distância, com confiança. E não sufoca-la, trava-la com os meus medos. E em vez disso, aproveitar o que surge para me conhecer melhor e tornar-me mais consciente.

Vai linda Camilla

Eu estou aqui.

Vou continuar a fazer do meu melhor para te apoiar nessa magnifica viagem que nos proporcionamos.